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Galinha Caipira

A galinha caipira vinha como ótima sugestão de lucro para as pequenas propriedades, visto que os custos com alimentação

A galinha caipira vinha como ótima sugestão de lucro para as pequenas propriedades, visto que os custos com alimentação (que correspondem aproximadamente 75% dos gastos totais) poderiam ser menores, uma vez que se utilizam leguminosas, capins, frutas e hortaliças. Acrescido a isso havia a diferenciação do produto final, com carnes de textura apreciável e ovos com maior pigmentação, conferindo melhor aspecto e sabor. Porém, a escolha da linhagem é fundamental, como a Label Rouge, Paraíso Pedrez e a Colonial Embrapa com dupla aptidão.

Contudo, como qualquer negócio uma análise de mercado prévia é necessária a fim de saber quais devem ser as características do produto (atender as exigências do mercado quanto a peso e quantidade) e assim adequar a propriedade (tamanho dos galpões e piquetes, número de equipamentos).

A criação de galinhas caipiras pode ser tão interessante que o Projeto Caipira, desenvolvido por André Siqueira e Éden Dantas beneficiaria, até o final de 2004, cerca de 30 famílias do Assentamento Angicos, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza.

E como não poderíamos deixar de abordar os transgênicos também foram pauta de nossas discussões. Assim, divulgamos que a Embrapa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, faria uma avaliação dos resultados dos impactos ambientais da transgenia sobre microorganismos e fauna do solo. A importância do trabalho era possibilitar, pela primeira vez, todos os aspectos possíveis em termos de biossegurança, para ver se estas plantas produziriam impactos sobre os organismos do solo.

Segundo os pesquisadores da Embrapa, as alterações na composição das substâncias radiculares provenientes da transformação de plantas por meio de engenharia genética poderiam (ou não) influenciar a composição das populações da biota do solo, alterando os processos de decomposição da matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes.

A questão dos transgênicos foi ainda mais discutida quando a União Européia anunciou a necessidade de rotulagem e rastreabilidade para organismos geneticamente modificados (OGMs) que impactaria todo o mercado mundial de commodities. Tal rotulagem não daria - se apenas para produtos destinados ao consumo humano, mas também animal. Isso tudo era reflexo da visão contrária que consumidores e varejistas possuíam com relação aos produtos geneticamente modificados.

Acompanhando a polêmica do mercado o governo brasileiro por meio do decreto nº 4680, de 24 de abril de 2003 do Ministério da Saúde, regulamentou o direito à informação do consumidor quanto aos alimentos obtidos a partir de organismos geneticamente modificados destinados ao consumo humano ou animal.